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quilombo ! arte e cultura afro
julio 2008 número 37 buenos aires / web / contacto
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Tradução
Carina A. Barres
para Fundación Centro de Estudos Brasileiros, Esmeralda 965, Buenos Aires
www.funceb.org.ar
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Editorial
ella
Dinah
Dela são ditas tantas coisas e outras tantas são feitas em seu nome, que às vezes é constrangedor confessar que o coração bate com força só de pensá-la, invocá-la... Contudo, ela não é a culpada, é só mais uma palavra na mandíbula feroz desta enorme moedora de carne e sonhos.
Etimologicamente, parece provir de diversas raízes, de fato talvez não seja possível determinar quem foram os primeiros em invocá-la. Porém, existe em inúmeras línguas e habita em todos os corpos.
Aparece na dança cotidiana de todas as coisas. É percebida no gênio dos artistas e se contagia e espalha como uma praga, como um belo segredo posto a rodar em milhões de ouvidos.
Atrás dela viajaram e viajam infinidade de navegantes, quem puderam tocá-la dizem que essa palavra tem um som universal porque fala sua própria língua, essa que vem do coração, a mesma que estoura de só pensar nela.
Da liberdade, ela é de quem falamos.
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Música | Aí estivemos: Alejandro Oliva en No Avestruz
Dale que dale que dale
Juan Pablo Serrano
Um solo de hang (um instrumento metálico de percussão que tira sons incríveis) foi o pontapé inicial que Alejandro Oliva deu no domingo 22 de junho passado, para apresentar seu novo álbum solista: “Canciones de llanura” (Músicas de Planície).
Como o próprio Oliva disse: “estou apresentando versões das músicas do disco, já que no álbum gravei todos os instrumentos sozinho”; e assim acompanhado por Andrés Inchausti e Gabriel Spiller na percussão, Ernesto Frigerio no Contrabaixo e Martín Telechanski no violão, os presentes pudemos desfrutar uma festa que percorreu todos os climas que este grande músico nos oferece na sua nova produção.
Já no local, convidava para uma viagem musical única: poltronas nos laterais, almofadões pelo chão, mesinhas baixas e uma luz tênue que acompanhavam a “amostragem” de instrumentos de percussão (o acessório que você imaginasse estaria ali para ser tocado) espalhados pelo cenário perfeitamente localizado ao rés do chão.
“Vamos lá” foi o tema com que Oliva decidiu abrir e encerrar o recital. Com essa voz grave, muito expressiva, e com o ritmo que lhe impõe a cada instrumento que “percuta”, o multi-instrumentista nos deu de presente um passeio musical pelas 13 faixas que acompanham o disco.
Também não faltaram convidados como a incrível Maia Mónaco (ainda co-autora de várias músicas) que com seus sons inesperados que saem de sua voz incrível agregou uma expressividade especial ao show. Também estiveram presentes Guillermo Pesoa para acompanhar o acordeão em vários trechos do show e pôr voz à música “Por exemplo” do uruguaio Fernando Cabrera; e Mariana Pereiro nas vozes para interpretar “Sonhei” junto com Oliva.
Assim, entre excelentes versões de músicas próprias como “Valentim” e “Assim de frágil”, misturadas com músicas alheias como “London, London” de Caetano Veloso e “Que Macana” de Eduardo Mateo, Alejandro Oliva nos presenteia uma delícia musical de onde a olharmos, a partir das palavras “poeticamente corretas” colocadas no local exato, até a incrível variedade de sons que executa junto com sua banda (de caixão peruano, passando por djembé, pratos, redobres e até chaves, garrafas e outros materiais domésticos descartáveis).
Vale a pena acompanhar Oliva nesta nova viagem musical que nos propõe e não perder-se escutá-lo ao vivo junto a sua banda ou na solidão de casa, olhando uma pôr do sol pela janela. “Assim de frágil, minha alminha e eu, assim de frágil”
6 e 13 de julho / 8:30 PM / em NoAvestruz, Humboldt 1857 / reservas: 4777 6956 / ingresso: $20 / ingresso + CD: $ 35
jpserrano2001@yahoo.com.ar
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Atualidade | A Diáspora Africana em Ação
A nossa riqueza está
na diversidade
Maria Paz Moltedo
Cores brilhantes e vivas se fusionaram com vozes de diferentes matizes que, reunidas no Centro Cultural do Sul desde o dia 20 de junho, em comemoração do Dia do Refugiado, até o domingo 22, avançaram com importante passo para condensar a quantidade de movimentos e pensamentos isolados sobre a necessidade de reconhecer os valores e necessidades da comunidade africana na Argentina.
Integração é um sinônimo de lutas que conduzem diversas associações autônomas e independentes de qualquer outro sentimento que não for a mobilização por consegui-la. Todas elas confluem na Diáspora em Ação como um esforço comum, coordenado por Nicolás Fernández Bravo, antropólogo ativista e Assessor da Diáspora Africana, Myriam Gomes, afro-descendente, Coordenadora Executiva do movimento e presidenta da Sociedade de Socorros Mútuos União Caboverdiana e Victor Ville, camaronês radicado na Argentina e Diretor Executivo da diáspora. Eles o definem como um projeto integrador, de diferentes associações afro-americanas, afro-descendentes, ativistas, artistas e quem quiserem identificar-se com essa comunidade.
A Diáspora em Ação demonstrou a beleza da arte quando é simplesmente autêntica e porta a essência de uma cultura como bandeira. Diferentes expressões do movimento afro-cultural reluziram no pátio do Centro. Uma aromática combinação de diferentes pratos e bebidas africanos perfumou texturas de diferentes roupas e artesanatos ao ritmo de música e rodas de dança. Outros ritmos musicais vibraram na febre do sábado à noite e mantiveram a temperatura na noite de domingo apesar do frio.
A arte
A narrativa africana ocupou um lugar na imaginação de muitas crianças sob a forma de uma oficina, e a criatividade dos sons da percussão do Gana foram plasmados por Santiago Michael, quem divulgou sua experiência como pesquisador da etnografia da cultura Lobi e frescas notas de um Xilofone Lobi, um tambor Kpanlogo e músicas da etnia Ga. Conviveu com os habitantes dessa região ao norte do Gana e foi um aluno de todos quem dão uma significação maravilhosa à melodia do instrumento.
Seu professor construiu para ele um Xilofone Lobi que o Santiago trouxe à Argentina, para captar seus sons mais profundos e persistentes, e transportar os ouvintes de sua “Clínica de Percussão”, do Centro Cultural diretamente para o verde úmido e puro do continente africano. Tocou músicas que representam histórias e vivências muito importantes de uma cultura que revive a música e a dança para comemorar momentos felizes, como a Festa da Colheita, onde muitos africanos se reúnem para dançar e anunciar o florescimento de alimentos semeados e momentos tristes como funerais, que duram três dias, ao compasso de um Xilofone que não deixa de tocar.
O debate
O braço que completa o movimento artístico vislumbrou-se nas palestras e debate organizadas ao redor dos eixos “Aportes Conceituais” e “Perspectivas Futuras”, palavras recheadas do pensamento de ativistas afro-descendentes e pesquisadores, antropólogos, estudantes do tema, que vão fazer eco e gerar, sem dúvidas, novas ações para conseguir os objetivos da Diáspora. Eis aqui algumas de suas vozes que, sem dúvidas, remexem qualquer pensamento estancado:
Alejandro Frigerio, Antropólogo Social, deu uma definição da Diáspora e a dividiu em duas águas diferentes, mas que podem e devem desembocar numa união para fortalecer a integração: “Existe uma Diáspora biológica formada por afro-argentinos, afro-descendentes, membros da comunidade caboverdiana, imigrantes afro-americanos, afro-cubanos, imigrantes africanos, e uma Diáspora cultural formada por pessoas que praticam essa cultura, e essa prática é o que mais os define. A colaboração entre ambas é necessária.”
Federico Pita, estudante de Ciências Políticas, faz parte dessa diáspora biológica, porque seu pai é negro e quer agitar o movimento com positivismo: “Pensar a Diáspora da prática, ações concretas, pedidos concretos ao Estado, tem muitos espaços de toma de decisões e nós podemos sair a ocupá-los”.
Nicolás Fernández Bravo completa esta perspectiva de ação imediata com outro ponto a ser levado em conta: “Falta o pé da autocrítica nas próprias organizações, de como construíram esse campo, do que têm feito em favor de uma estratégia. É preciso ver se a academia está muito encerrada na academia e também a cultura às vezes limita-se a reproduzir o campo do tambor. O espírito dessa atividade tem a ver com isso, com aportar um conhecimento que sirva e um ativismo que sirva”.
Marta Maffia, Antropóloga pesquisadora, abriu o debate do domingo com uma denúncia para refletir: “Existe uma Globalização econômica e das comunicações, porém, a Globalização das pessoas não chegou, o paradoxo é que num mundo globalizado para certas questões, é onde as fronteiras se fecham mais; temos que pensar novos contextos como, por exemplo, o dos cidadãos da diáspora”.
Victor Bille especificou o conceito de Diáspora: “A riqueza nossa está na diversidade. Na organização, a idéia é que trabalhemos juntos, em vez de lutar individualmente, somar-se e gerar um grupo maior, e mais forças, gerar idéias para gerar fundos para o funcionamento da organização, porém, não a partir da luta por motivos financeiros, mas sim por fazer valorizar o ser humano, dar a conhecer o que foi impossível até agora”.
Diego Bonga, candombeiro, coordenador do Movimento Afro Cultural, fez ressoar uma nova injustiça que o Governo avaliza e fomenta: “O nosso Movimento Afro Cultural, declarado de interesse cultural pela legislatura, está ameaçado de despejo. Existe um extermínio cultural que estamos resistindo, estamos perdendo terrenos da cultura se não tomarmos consciência”.
Marisa Pineau, Professora e Pesquisadora, chamou à educação para renovar seus conteúdos: “É importante que a idéia da Diversidade seja assumida como um assunto que tem que ser incorporado aos currículos escolares; a Diáspora é indicada como a sexta região da África, junto com as outras cinco que estão dentro do continente; essa é uma nova forma de se pensar o mundo, porém, é preciso enchê-la de conteúdo”.
Nicolás encerrou o debate com o desenho de uma Agenda: “Temos que melhorar a qualidade do ensino, melhorar os conteúdos da presença africana na Argentina, procurar projetos que possam surgir a partir do intercâmbio e ter um leque de possibilidades para financiar essas atividades e, além disso, aquilo tem de ter um conteúdo político, que é uma forma de dar-lhe legitimidade ao que está sendo defendido. Talvez uma primeira medida possa ser defender o Movimento afro-cultural, que é um espaço maravilhoso, alucinante, provavelmente o mais parecido a um quilombo atual na Argentina”.
Uma coisa para ressaltar é que, pela primeira vez, foi convocado um encontro concreto entre a Diáspora e o Ministério Público da Defesa, através da presença do Advogado Marcos Filardi, tutor de crianças e adolescentes refugiados da África na Argentina, que apontou que atualmente vivem no país 113 menores de 21 anos em condição de refugiados africanos, algarismo determinante para tentar articular certa tarefa do ministério com as propostas de ação pela Diáspora.
O guarda-chuvas aberto pela Diáspora para convocar a ação e concretizá-la não se fecha e se plasma no novo conteúdo que nutre a Agenda proposta em três dias de criatividade pura, no artístico, bem como na atividade e debate permanente do Movimento, que evidenciam uma energia que vai transformar todas as palavras pronunciadas em fatos para conseguir a integração da Comunidade africana.
manaconda6@hotmail.com
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Fotografia

Foto: Gerónimo Molina /
Andalgalá, Catamarca /
Janeiro 2008
Tem um pequeno fiinho de flores que une Chaquiago com Huaco. No meio fica Andalgalá. O fiinho, que virará corda, floresce nas colinas, nos vales, nos montes. Junta alfarroba e dá arrobe, destila uvas e dá aguardente, desce da colina com arcayuyo, muña muña, notícias do São Pedro. Os tambores descansam tirando uma soneca, guardam-se do duende, chapéu aludo, que o vento solta à tarde para lhe avisar que foi embora. Depois do descanso, as mineiras combaterão, chamarão a quem tiver ouvidos e coração, comemorarão a vida.
Gerónimo Molina
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| Envie sua foto para margaritasole@yahoo.com.ar |
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Grupo Bakongo 2-08 Santa Fe XX Aniversario de la Casa de la Cultura Indo-Afro-Americana |
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Candombe | quando as palavras dizem muito
¿Candombe ou candombes?
Norberto Pablo Cirio
Diante do suposto desaparecimento do histórico candombe argentino e a onipresença do candombe oriental no espaço público do país, a naturalidade do termo candombe delineava um despreocupado sinal de igual com o Uruguai que não precisava de maiores comentários. Hoje a situação é pluralmente mais rica, já que não só ficou demonstrado que o candombe argentino jamais morreu, mas também que está recuperando o espaço público com sucesso demais.
Este texto é uma resenha da minha participação como expositor no sábado 24 de maio de 2008 no evento Candombe do 25, realizado em Tolosa, Província de Buenos Aires (ver Quilombo! N°35). Dei à palestra o título de Candombe ou candombes? e a dividi junto com meu amigo Juan Suaqué, um afro-argentino nascido em Misiones, quem, junto com María Elena Lamadrid, formaram no final de 2006 o grupo Bakongo, que cultiva a música afro-argentina.
A palestra foi dividida em três partes: uma teórica introdutória com a que fornecemos conceitos e experiências de campo sobre a música afro-argentina atual. Na segunda, projetamos o vídeo documentário Quem diz o quê…?, que fiz junto com Suaqué em julho de 2007 para dar testemunho sobre o grupo Bakongo e a música que cultiva. Finalmente, houve um amplo e frutífero debate com o público.
A primeira parte foi realizada a fim de sentar as bases de por que é preciso acrescentar à palavra candombe um referente gentílico que dê conta de sua especificidade. Sentimos a necessidade de que, conforme o avanço do conhecimento musicológico e atendendo à procura dos próprios afro-argentinos por serem reconhecidos na sua essência cultural, de que não se fale mais em "candombe" isoladamente, mas sim de "candombe portenho ou argentino" e "candombe montevideano ou uruguaio" quando alguém o falar, tocar ou dançar. Diante do suposto desaparecimento do histórico candombe argentino e a onipresença do candombe oriental no espaço público do país, a naturalidade do termo candombe delineava um despreocupado sinal de igualdade com o Uruguai que não precisava de mais comentários.
Hoje a situação é pluralmente mais rica, já que não só ficou demonstrado que o candombe argentino nunca morreu, mas também que está recuperando o espaço público com sucesso demais. Assim, instamos os ouvintes, que na sua totalidade eram fazedores de candombe ao estilo uruguaio, para que começassem a falar com propriedade a respeito de que candombe eles fazem e, assim, não ficassem descompassados de uma realidade que os transcende. Indo mais ao detalhe, apontamos que preferíamos falar do candombe portenho e não argentino dado que em outras partes do país o candombe é cultivado e que é diferente do portenho –e certamente do uruguaio- como, por exemplo, em diversas localidades de Corrientes, Chaco, Santa Fe e Entre Ríos, nas mãos de suas respectivas populações negras ancestrais e de argentinos brancos amadores dessa música.
Ainda, assinalamos que o candombe transcende toda fronteira pelo fato de ser um fenômeno ancorado muito mais além no tempo da conformação das nossas modernas nações, já que também se encontra o candombe mineiro (Minas Gerais, Brasil).
O vídeo teve uma acolhida muito boa do público, que entusiastamente batia palmas ao concluírem algumas das interpretações que se viam (como se fosse um concerto ao vivo!), batia palmas e cantava em coro os refrães que, embora jamais os tivessem escutado antes, os aprendiam na hora. A importância de projetar esse vídeo radicou em que o público tivesse, depois de uma exposição teórica, elementos de áudio e de dança concretos sobre o que dizemos quando dizemos candombe portenho.
O debate foi o mais frutífero. Dúvidas muito interessantes foram esclarecidas, tanto sobre a especificidade de como o candombe portenho é cantado e dançado, sobre suas diferenças e similitudes com sua variante uruguaia, bem como diversos aspectos da desconhecida comunidade afro-argentina e os contextos sociais em que esse candombe é praticado. Saliento especialmente a participação do público, em sua maioria afro-descendentes, que também desconheciam a vitalidade do nosso candombe e evidenciaram solidariedade com este “novo” matiz de africanidade na banda ocidental do Rio de la Prata.
Talvez uma das conclusões mais importantes às que se chegou foi a necessidade de reconhecer candombes e não candombe. Diferenciar não significa discriminar e deixamos totalmente fora qualquer procura de purezas legitimadoras que tensem em concorrência ambas as beiras do Rio de la Plata (já que isso não deve ser entendido como a nacionalização de uma prática musical estrangeira), nem menos ainda avalizar qual tem sido o “quilômetro zero” do candombe (sozinho).
A variante montevideana do candombe é tão válida, historicamente constituída e esteticamente bela como a variante portenha. Simplesmente desejamos assentar o parecer de que o amor pelas tradições deve começar em casa e que, já que o evento foi para comemorar a gesta de 25 de maio de 1810, não esqueçamos que o candombe, que com certeza os negros de então teriam tocado, não era com chico, repique e piano, mas sim –como se diz no jargão futebolístico- “jogavam de locais”, cantando coplas candomberas como esta, perpetuada pela tradição oral através de quase duzentos anos:
Um vinte e cinco de maio
de mil oitocentos e dez
o pai pediu um neguinho
e Deus lhe mandou três.
Ah esquecimento, condena!
Salve os afro-argentinos!
Instituto Nacional de Musicología “Carlos Vega” pcirio@fibertel.com.ar
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Música | Cd do mês: Sérgio Santos, Áfrico
Áfrico
quando o Brasil decide cantar
Juan Pablo Serrano
Mexendo as chatas de Quilombo! Achamos um disco delicioso e único por onde se olhar. Sérgio Santos é um compositor que começou a indagar nas raízes africanas da música do Brasil. Assim, se propôs gravar 18 músicas originais e gerou Áfrico, um disco onde se misturam os incríveis ritmos que a raça negra deixou como legado nos músicos brasileiros.
Cheio de instrumentos de percussão e com a deliciosa voz e o violão do Sérgio, este disco nos faz entender de onde vêm todos esses sons provenientes desse grande país que hoje em dia conhecemos como samba, jongo, maracatu e afoxé.
O disco em si mesmo se centraliza em destacar uma e outra vez a influência negra na cultura musical brasileira. Poderia dizer-se que pela sua precisão instrumental e ao mesmo tempo sofisticada, Áfrico é um álbum quase jazzístico devido à utilização de instrumentos típicos deste estilo musical como o piano, o contrabaixo, a bateria e até um violino, sempre tendo o violão e a percussão como referências.
Nas letras podemos perceber a trajetória do negro no Brasil, suas religiões, os costumes, sua comida, a alegria e a tristeza com que vivia, a cultura em geral para ser mais amplos e que, em maior ou menor medida, influiu o país multicolorido que hoje em dia o Brasil é.
Faz muito tempo que vem se falando que à Música Popular Brasileira (MPB) está faltando-lhe uma renovação, que já não aparecem mais Jobims ou Miltons para lhe dar frescura. Contudo, ao escutar Áfrico, Sérgio Santos nos demonstra que ainda existem esperanças de achar novos e excelentes cantores e compositores que nos levem para uma viagem musical prazenteira.
www.suramusic.com.ar
jpserrano2001@yahoo.com.ar
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Culinária | a comida do guerreiro
Inhame
Andrea Gabriel
O Inhame é um dos elementos mais importantes na culinária yoruba. Faz parte das comidas tradicionais e pode ser feito frito, cozido ou moído. Usa-se como pão ou farinha. Além de ser um tubérculo muito nutritivo, é também considerado sagrado e com propriedades curativas.
Os negros trazidos da África para as Américas pertenciam a diferentes nações,mas foi a nação Ioruba, que está localizada principalmente no sudoeste da Nigéria, Benin e Togo, que mais manteve vivo e impôs seu acervo espiritual.
Popularmente usa-se um emplasto de Inhame para tirar furúnculos, quistos sebáceos, no caso de tumor no seio ou em outros lugares junto da pele é ótimo usar um eplasto de ñame durante uma semana antes de operar, já que vai aumentar esse tumor, atraindo toda substância semelhante que existir no interior do corpo e evitar outros tumores.
A Ogum, divindades mais conhecidas do imaginário popular, não existem dúvidas de que uma boa oferenda é Inhame com Azeite de Dendê. Ogum cantando em verso e prosa é o grande guerreiro, de grande força e poder, leva sempre uma espada chamada de Idà, é senhor do ferro, dono das ferramentas, associado ao trabalho do campo e aos trabalhadores. No Catolicismo é sincretizado com São Jorge e Santo Antônio. Num terreiro de Candomblé Ogum tem muitas demandas, sendo seus filhos muito importantes e respeitados. Seu dia é a terça-feira e sua cor varia de nação em nação.
Simples e gostosos, os bolinhos de Inhame são um bom petisco, podendo também ser recheados conforme o gosto de cada um.
Bolinhos de Inhame
Cozinhe (em rodelas com a casca), descasque e amasse ligeiramente os Inhame com um pouco de cebola ralada, cebolinha moída ou aipo em lâminas finas. Agregue um pouco de cominho em pó e sal. Misture com farinha de trigo para ligar e pincele com gema de ovo. Cozinhe no forno até a superfície secar. Também pode ser feito frito.
and.gab.oli@gmail.com |
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Correio dos leitores
"Mazamorra caliente para la negra sin dientes"
(Papinha de Milho quente para a negra sem dentes)
--- Original Message -----
From: Adriana
To: q@revistaquilombo.com.ar
Sent: Thursday, June 05, 2008 9:30 AM
Subject: gracias por Quilombo!
Oi gente da revista,
Recebi o exemplar numero 36 depois de minha assinatura, faz pouco tempo, adorei a revista! Informações, consciência, música da boa e da alma, sentido e pertença, agenda para descontrair o espírito... adorei...
Quando escutava o corta de La Colectiva junto a vocês e já se falava nos atos infantis onde nunca faltava um negro do candombe e dos pastéis, pois eu estava aí, eu tenho a fotografia, muito sorridente, e hoje estou completando os 40 e a imagem está viva em mim... e claro, a essência é a mesma, como podem ver, sou também mais outra da longa lista daquelas que somos chamadas de "La Negra" e com muita honra...
Pensar que estava com 7 anos e o versinho a repetir era “papinha de milho quente para a negra sem dentes”, pois é, acho que a partir daí já alguma coisa me ligou à cultura africana e a cultura do candombe... igualmente, sempre tem mais para descobrir na vida da gente, não é? É assim até o último minuto, aprendemos mais sobre quem somos...
Um abraço, até a próxima.
Adriana de La Plata (aljabitas@yahoo.com)
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Agenda
Envianos información para la agenda con 15 días de anticipación
Swing Bossa - Adriana Rios - Castiñeyra novo trio - 50 años de Bossa Nova
1/7 Teatro San Martín, Corrientes 1530, Sala Enrique Muiño / 20 hs
Carlos Negro Aguirre Grupo
3/7 La Trastienda club, Balcarce 460, Capital / 21 hs / ticketek.com.ar
Noche de funk, soul, rythm’ n blues y candombe en La Plata
3/7 La Mulata - bar y arte - , calle 55 entre 13 y 14, La Plata /
21 hs, Silvia Aramayo y la guayfay (Bs.As.) / $10 /
23 hs, Mc Combo (La Plata) / $10
(descuento para los asistentes a ambos shows: $15 los dos)
www.silviaramayo.com.ar
Carlos Aguirre Grupo y Banda Hermética en La Plata
4/7 Teatro Coliseo Podestá, calle 10 entre 46 y 47 / 21 hs / info@lacasaproducciones.com.ar
Ciclo de Cine: Herencia Africana
FUNCEB, Esmeralda 965, Capital / www.funceb.org.ar / 19 hs ver+info
4/7 Quilombo (1984) Aventura – 119’ (Cacá Diegues)
11/7 O fio da memória (1991) - Documental - 115'
18/7 Cafundó (2005) Drama – 102' (Clovis Bueno e Paulo Betti)
25/ 7 Afroargentinos (2002) - Documental - 75' (J. Fortes y Diego Ceballos)
Embajada de Brasil, Cerrito 1350, Capital /
www.brasil.org.ar / 19 hs ver+info
8/7 Quilombo (1984) Aventura – 119’ (Cacá Diegues)
15/7 O fio da memória (1991) - Documental - 115'
22/7 Cafundó (2005) Drama – 102' (Clovis Bueno e Paulo Betti)
29 /7 Afroargentinos (2002) - Documental - 75' (J. Fortes y Diego Ceballos)
Muestra Fotográfica de Cabo Verde, Christian Bossu Picat en Mar del Plata
4 al 11/7 en el Circulo Descendientes Caboverdeanos, Luis Agote 283/ Diagonal Pueyredon 3324, Mar del Plata / tel 484 2477 / pedroribeiro@latinmail.com /
Dúo La Trova
4/7 Café del Árbol, Humberto 1º 424, San Telmo /21.30 hs /
5/7 Florentino Teatro Bar, Lorenzo Moreno 982, Pergamino/ 22.30 hs /
25/7 Espacio Cultural La Cautiva, Yrigoyen y Las Heras, Tandil / 22.30 hs/
26/7 Che Borges, Calle 61 Nº 2545, Necochea / 23 hs/
27/7 La Casona, Rivadavia 641, Tres Arroyos / 22 hs /
Acido Criollo Trío
6/7 “La peña del Colorado”, Güemes 3657 – Palermo / 21:30hs / $20
2/7 peña “La Salamanca”, Av. 60 esq. 10 – La Plata 22hs / $15 www.acidocriollotrio.com.ar
Dununba, Inclanfunk, Madre Maravilla
8 /7 Espacio tambo, Parque Avellaneda, Directorio y Lacarra, Floresta. Edificio del antiguo tambo (dentro del parque) / 19 30 hs / Gratis
Dununba 20:30 hs / www.myspace.com/dununba
Inclanfunk 22:30 / www.myspace.com/inclanfunkmusic
Madre Maravilla 21:30 / www.myspace.com/madremaravilla
Danza Afro Imalês, Recorrido de dos mundos
10, 17 y 24/7 E.C. Carlos Gardel, Olleros 3640, Capital / 21 hs / A la gorra / danzaimales.blogspot.com
Jazz en el Mucha, Mendoza
12/7 Museo de Chacras, Pueyrredón 2124, Chacras de Coria, Mendoza / 22 hs / (00 54 261) 496 5871 / 496 1624 / info@museochacrasdecoria.org
Fiesta Afrolatina
12/7 Juan De Garay 1927, San Cristóbal, Capital / 23 hs/ $ 8 / fiestaafrolatina@gmail.com / www.fotolog.com/fiestaafrolatina
Tamborela - Tambores en manos de Mujeres - Concierto del Fuego
13/7 CC Sur, Caseros 1750 / 20 hs / A la gorra / Invitados de honor: La Percutora, Los Tambores no Callan y Cantareiras de Xallas
Los Negros de Miércoles
16 y 23/7 Cuba Mía, Salta 508 esq. Venezuela, Capital / 22 hs / $ 15 / reservas 4382 1465/7405 / www.restaurantecubamia.com.ar
La Percutora
19/7 Casa Giribone, Fitz Roy 79, Capital / 22 hs / $8 / www.lapercutora.com.ar
Proyección de Cafundó y debate con Paulo Betti, su director
19/7 C. C. Ricardo Rojas, Sala Batato Barea, Corrientes 2038, Capital / 16 hs /
Cafundó es el drama histórico sobre la vida del líder negro João de Camargo. El filme ganó cuatro premios en el festival de Gramado: actor, fotografía, dirección de arte y premio del jurado.
Sinopsis: Es el siglo XIX. Luego de ser liberado, un esclavo queda deslumbrado con el mundo que encuentra a su alrededor. El choque es tan fuerte que llega a alucinar y a creer que ve a Dios. Mezclando sus conocimimientos con los que aprende en su nueva vida, se convierte en un famoso curandero y, en torno a él, se crea una leyenda que lo popularizó como Preto Velho.
C O N V O C A T O R I A S
Guariló convoca Candombe los sábados en Av. H. Yrigoyen 8700 (plaza de Lomas) a partir de las 16 a 20 hs. Gratuito. Nos juntamos a tocar candombe los vecinos de Lomas y alrededores. Si posees tambor y sos mujer y no te animas a acercarte a alguna cuerda, vení. Si tenes ganas, sabes tocar y tenes tambor acercate también: ignaciofracchia@hotmail.com
T O Q U E S D E C A N D O M B E
Domingos 18 hs "Lonjas de San Telmo", desde Defensa y Brasil hasta Independencia, San Telmo / Sábados 17 hs Pedro de Mendoza, esquina Alfredo Palacios, La Boca / Martes 20:30 hs Frente al Cementerio de la Chacarita / Sáb 16 hs "Kumbabantú" en Parque Chacabuco / Sábados 18 hs en Parque Centenario "Kimbara" en sector de Leopoldo Marechal y Machado hasta el lago del centro del parque / Domingos 18 hs al costadito de la cancha de Morón, (3 cuadras estación) entre la plaza y la vía / "Walofinà" domingos 17 hs Rivadavia y Casullo, Morón / "La Cuerda" domingos 17 hs / 48 y 115, Lonjas 932 domingos 17 hs / 9 y 32, "Tambores Tintos" sábados 18 hs Puente Italia y Canal Oeste, "La Minga" toca en la esquina de 13 y 71 los domingos a patir de las 17:30 hs, La Plata www.lamingacandombe.spaces.live.com / Domingos 16.30 hs "El Mondongo", Pje. 5 de Julio y Belgrano, Montserrat candombedelmondongo.com.ar / Domingos 17.30 hs Balcarce y Garay hasta Dorrego "Llamada por San Telmo" Escuela-Taller de Candombe Bonga / Viernes 20 hs en el playón de la estación de Tigre.
R O D A S DE C A P O E I R A
Grupo Gueto, Roda: viernes 20 hs, Moreno 2320, Capital / guetocapoeira.com
Grupo Capoeira Angola Liberación, Roda Abierta / Domigos 16 hs / Parque Lezama, Defensa y Brasil, Capital / Roda del TMA viernes a las 20 hs en el Sexto Cultural de Chacarita, Federico Lacroze 4181
E N V E N T A
Trío de tambores Batá marca Toca (estilo Matanzas) ver+info
Miguel Tallo / migueltallo@yahoo.com.ar 155323-4646
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talleres
DANZA
MUSICA PERCUSION
MUSICA INSTUMENTOS VARIOS
CANDOMBE
CAPOEIRA
YOGA
NIÑOS
VARIOS
CLASES DE DANZA
Seminario de danza afrocubana -OCHUN-
Sábado 16 de agosto. De 15 a 17 hs. Por Wanda Migelson y Constanza Bitthoff (Iyamba) Percusión y cantos en vivo / Cupos limitados / En El Galpón Multiespacio. Dean Funes 1267, Capital / 4581-5475 / 4942-5278 wandamig@yahoo.com.ar
Danza moderna cubana y folklor cubano
Entrenamiento para bailarines y aficionados en tecnica moderna cubana . lunes y miercoles de 9-10:30 am / Las clases son impartidas con percusión en vivo / Clases particulares contactarse al 4942-5278 / www.constanzabitthoff.blogspot.com
AfroGym
Marco Briones es Instructor de Gimnasia Artística femenina egresado deL ISDE. El Objetivo es Introducirnos en las técnicas de Acrobacia de piso mas utilizadas en la Danzas Africanas, al mismo tiempo que mejoramos el estado físico, elongación, fuerza y resistencia, con ejercicios especiales para fortalecer piernas, brazos, espalda. Al mismo tiempo, se transmiten los conocimientos necesarios para evitar lesiones y contracturas / afrogyms@gmail.com / 153-583-7287
Taller de danza candombe
Teoria y práctica. Sus orígenes y el sincretismo con la cultura europea. ¿Porqué danzamos?. Relación con elementos de la naturaleza. Impronta rítmica. La clave. La relación del cuerpo con los distintos tambores. Elaboración de personajes, abordaje, desarrollo y caracterización de los mismos. El candombe ¿hoy que nos queda?. Trabajos con percusión en vivo / Lorena raiz_enmovimiento@yahoo.com.ar / 4304-8216
Técnica Silvestre: Danza Moderna de Expresión Brasilera
En estas clases se trabaja un fuerte entrenamiento técnico fusionado con elementos de la cultura afrobrasilera, como la simbología de las danzas de orixas, elementos de la capoeira y la danza africana / lunes de 15.30 a 17 hs y sábados de 15 a 17 hs Ppen Gallo, Gallo 241, cap.fed. / Carla Grosso / www.linkdanza.com /
cargrosso8@hotmail.com
Danza Afro con Marcela Gayoso
Para aprender a bailar utilizando técnicas no tradicionales. Clases dirigidas a incorporar los elementos característicos de la danza afro a través de un intenso entrenamiento físico y expresivo que apunta a investigar las formas de estas danzas con su contenido simbólico. Trabajamos en base a mitos y leyendas de origen africano. Dirigido a principiantes (no se requiere experiencia previa en ninguna actividad), intermedios y avanzados (requieren alguna experiencia en danza afro). Talleres anuales, Seminarios, Jornadas intensivas. Contactate con Marcela Gayoso llamando al 4923-3385 / 116-961-3385 o escribiendo a info@afroendanza.com.ar / www.afroendanza.com.ar
Folclore en Movimiento te ofrece clases y talleres para aprender y disfrutar del encuentro...
Integrando técnica, conocimiento, emoción y sentimiento, reencontrando libertad de expresión a través de la Danza Folclórica y Nativa Argentina. En la clase se trabaja con ejercicios corporales, rítmicos, expresivos y de disociación. También se aborda el zapateo, las formas coreográficas de las danzas argentinas y sus variantes. Clases semanales en San Isidro - Núñez - Villa Crespo - Centro / Talleres intensivos de Fines de Semana. www.foclorenmovimiento.com.ar 4747-3817 / info@foclorenmovimiento.com.ar / Taller de Zamba 12 y 19 de julio de 18 a 21 hs en Hidalgo 1470 / Taller Chacarera Ritual, domingo 13 de julio de 16 a 19hs en Ituzaingó y Libertador-San Isidro.
Afrodanza Creativa Y Danzas De Orixàs Con Marisa Nascimento (Brasil)
Es un concepto en el cual cada individuo, a travez de movimientos y danzas tradicionales desarrolla su mundo interno a partir de un lenguaje Corporal, No Verbal, formas, gestos, improvisación. Tanto el entrenamiento como en la improvisación, danzando diferentes energías, la experiencia va transformando nuestro cuerpo, nuestras ganas, nuestras fuerzas / maicha44@yahoo.com.ar / tel. 011-4433 6288
Clases de Danza-Afro-contemporánea Vicente López
Fusión del estilo contemporáneo con la danza afro. El objetivo es formar bailarines, dúctiles, que puedan aprovechar los recursos del cuerpo para una mayor expresividad y destreza y que hagan un mejor uso de la música. Las clases se dictan en El Rincón del Silencio, en Italia 460 (Vte. López). Martes 12.30 a 14 hs y Sábados 16.30 a 18 hs / Paula Mauriño / huecoo@yahoo.com.ar / 4797-4743 - 4794-7326
Gabriela Goldman - Técnica basada en las danzas tradicionales de África
Occidental y Haití
Mis clases están dirigidas a quien quiera entrenar de una manera entretenida y desestresante. Los movimientos son orgánicos y al mismo tiempo hay un trabajo profundo de disociación. Como las danzas africanas no se conciben separadas de la música, el bailarín desarrolla un gran poder de escucha y de ritmo. Comienzan con un calentamiento que incluye ejercicios de fuerza, elongación, elementos de yoga y danza cotemporánea. Luego armamos series a partir de la unión de pasos que voy enseñando. No es necesario tener experiencia previa. Gabriela Goldman es bailarina de danza contemporánea y danzas africanas. Se formó con maestros en Senegal, Israel y USA. Participó en varios espectáculos de danzas africanas y danza teatro como coreógrafa y bailarina. Éstos recibieron distintos subsidios y participaron en festivales internacionales / gabgold@hotmail.com
Danza Afro con Laura Rabinovich
Las clases se focalizan en el aprendizaje de las danzas afro-brasileñas, tanto en las de origen religioso (danza de orixas) como sus derivaciones y adaptaciones en las danzas de los blocos afro, afoxés y afro-bahiano. Los objetivos principales son: el entrenamiento (fisico y expresivo) del movimiento y la adquisición de las técnicas corporales propias del afro. Por medio de la investigación coreográfrica de las posibilidades expresivas y conceptuales de estas danzas se abren nuevos caminos a la creatividad / Prof. Laura Rabinovich / Danzario Americano , Guardia Vieja 3559 martes y jueves 11:30, martes 20 hs, Viernes 10 hs y sabados 17:30 hs / CC Borges , Viamonte y San Martin: Lunes 18:30 hs / Axe do Bom, Sanchez de Bustamante 730 Viernes 16 hs / 4779 2348 laliafro@yahoo.com / www.laurarabinovich.blogspot.com
Clases de Técnica de Danza Afro en BALAIO
El estudio del afro requiere una recorrida por toda la cultura del pueblo africano en general: costumbres, religiones, rituales y lo cotidiano; además de tener una ligación muy marcada con las fuerzas de la naturaleza (agua, tierra, fuego y cielo) Lo primitivo, la simplicidad y la espontaneidad están siempre presentes en las clases que, vistas desde sus movimientos hacen del afro casi una danza ritual / Improvisación. Sonidos. Sonidos improvisados acompañados de movimiento / Preparación corporal / Coreografías / BALAIO Escuela Brasileña de Danzas / (5411) 4963 6066 / www.balaioweb.com
Danza Afroperuana
En Dorrego 791, Capital / Sábados 16 hs a 17 hs / 4361-0298 / 15-5956-1607 lula_danza@hotmail.com / estampasperuanas@yahoo.com.ar /
www.estampasperuanas.com.ar
Isa Soares, Mitología Yoruba (Danzas de Orixas)
Martes de 18 a 20 hs, Jueves de 20 a 22 hs, Sábados de 11 a 13 hs y de 17 a 19 hs / Saavedra 1121 pb. San Cristóbal, capital / 4941 5916 / 6306 5617 / 155957 6557 grupoalabase@hotmail.com / isasoaresdanzas.blogspot.com
Danza de los Orixas con Cecilia Benavidez
El taller de Danzas afrolatinoamericanas se basa fundamentalmente en las danzas de origen africano que se desarrollaron y mestizaron en América. Una de ellas es la llamada danza de los Orixas u Orichas, personajes de la mitología yoruba, pertenecientes a Nigeria. Los objetivos del taller son: Conocer e interpretar los movimientos que caracterizan a los personajes de la mitología afroamericana, realizar y resignificar los elementos y las posibilidades de movimiento de la técnica de la danza afrolatinoamericana, reconocer e interpretar desde el movimiento los personajes mitológicos y su relación con los elementos rítmicos cecibenavidez@yahoo.com.ar
Seminario de Candombe en Saavedra
Galpón de la Chilinga Sede Saavedra, Ruiz Huidobro 4212, y Av. Donado. El seminario consta de dos instancias, una práctica en la cual se trabajaran elementos de la Danza del Candombe en la expresión del carnaval y una segunda instancia teórica, a través de material audiovisual, acerca del candombe en las llamadas montevideanas. Disertante: Virginia Carrizo. Coordinación y dirección Cecilia Benavidez. Organización: Escuela Popular de Percusión y Danza La Chilinga. Costo $ 80 / Contacto: Eugenia García 15 5346 5065
CLASES DE MUSICA PERCUSION
Taller de Percusión Africana
Ritmos tradicionales en djembe, dun-dun y otros instrumentos. No necesitas experiencia previa ,solo ganas. Si no tenes instrumento, te prestamos uno. Primer clase gratuita. Consultar por distintos horarios. Comienza en marzo. El taller de IMPA, La Fábrica Ciudad Cultural y de Casa Abierta ahora esta en C. Cultural Comunarte, Castro Barros 236 / 4583 8204 davi3003@yahoo.com.ar
Djembè & Doundoun
Método tradicional africano vivenciado y transmitido por Ari "Arafan II" Sender.
ARI se formó en Guinèe , África ,con el Gran Maestro de Percusiones de "Les Ballet Africains""Ballet Djolibà" y solista del grupo FATALA. ARAFAN TOURÈ, En sus 4 viajes al África , Ari pudo aprender, comprender y practicar la relación "Danza-Tambor" con los distintos percusionistas, en Ballets , en las fiestas aldeanas (rituales tradicionales) y en las callejeras (ciudad). Ari es quien lleva adelante el grupo de músicas y danzas africanas "Tribu Wonberé" , dirigiendo, arreglando y coreografiando los espectáculos del grupo, que se presentó en 3 festivales de percusión de BsAs. En los 2 Festivales de Percusión de Mar del Plata y en el Festival de Percusiones Interprovincial 2004. Realiza sus talleres y cursos en Buenos Aires,en Cordoba ciudad, en La Consulta (Cba) por 4º año, Capilla del monte y La Plata / arafan2@yahoo.com.ar 4433 6288
Percusión, Batería, Candombe por Pablo Fernández / Rubén Calegari
Clases Grupales e individuales, Taller de ritmo y Adiestramiento Rítmico Musical, Lectura e independencia, Coordinación Rítmica corporal, Vivenciar los ritmos con el cuerpo. Comunicación y ensamble. Con/ sin experiencia / 4982 6606 P. Centenario pabloferpercu@hotmail.com / pablofernandez.tripod.com / Taller de batería y percusión en Saavedra: Ensamble Latino: Afro-Cuban, Rumba, Son etc. para Batería, Congas, Timbales y Accesorios / Ensamble Rioplatense: Candombe, Tango y Milonga Para Batería, Cajón y Tambores de candombe / Improvisación: 1 hora y media semanal / Rubén Calegari (batería) y Pablo Fernandez (perc.) / 4982-6606 155474 1854 / rcalegari@fibertel.com.ar
Clases de Cajón peruano por Gustavo Martin Wyzykovski
Festejo, Lando, Panalivio, Vals, Marinera / Clases individuales y talleres grupales / 4203-0404 / 15-5496-6994 / cajon_peru@yahoo.com.ar
Siete Octavos Percusión
Siete Octavos Percusión, Sede Palermo, Guatemala 5621 entre Fitz Roy y Bonpland: Talleres de Batucada, Hugo Rivera: Sábados de 14 a 16 hs / Congas, Pablo Mauri: Miércoles de 20 a 22 hs / Afro, Ari Sender: Sábados de 11 a 13 hs / Pandeiro, Facundo Ferreira, Miércoles de 17 a 19 hs / Sede Villa Ballester, Pacífico Rodriguez 4859: Batucada, Pablo Elizondo: Lunes de 16 a 18 hs / Samba Enredo, Hugo Rivera: Sábados de 17 a 19 hs / Congas, Pablo Mauri: Martes de 18 a 20 hs y de 20 a 22 hs / Escuela de Percusión, Siete Octavos, Ciclo 2008 / info@sieteoctavos.com.ar / www.sieteoctavos.com.ar / 4764-6560 / 154980-1218 (Nacho)
Taller de Percusión
Taller de ensamble de ritmos afrolatinos, en tumbadoras, campanas y accesorios, para iniciales y avanzados. En las clases se verán: técnica de tumbadoras, ejercicios de sonido y relajación, historia de los ritmos vistos en el taller, se armarán ensambles de diferentes ritmos para poder conseguir que cada uno de los integrantes pueda aprender a mantener el pulso, se escuche y escuche al otro, y se buscará también compartir, divertirse y comunicarse con los compañeros mediante el tambor. Clases de 2 horas semanales . Cupo de 3 a 6 personas por taller. Las clases se dictan en el barrio de La Boca. El valor es de $60 x mes / Clases particulares de tumbadoras (2, 3 y 4), bongó y timbales. Técnica, lecto-escritura, independencia, rítmos afrocubanos, africanos y brasileros. Rumba cubana ( Yambú, Columbia y Guaguanco) en tambores y cajones. Docente: Gastón Carabajal / 156 156 5330 / gastimbal@yahoo.com.ar
Taller de Bombo Legüero y Percusión
El objetivo del Taller es aprender a tocar el Bombo Legüero como una herramienta de comunicación. La percusión nos pone en diálogo con nuestro latido espiritual, el de nuestros hermanos y el de las fuerzas sagradas que alimentan este mundo. Así, exploraremos nuestros ritmos, el latido particular de nuestra música. Nos introduciremos también en el lenguaje musical. Creemos que éste es sólo una expresión de una vivencia interna del ritmo, de esta manera, el canto, la exploración del movimiento y la danza nos ayudarán a sentir lo que luego podemos conceptualizar, escribir y transmitir. También Realizaremos una Peña mensual, para tocar y compartir! en Castorera Av. Cordoba 6237 y Jueves de 19 a 21 hs en "La Paila" Costa Rica 4848 Palermo. Instructor Daniel Tejeda 15-6733-7740 tachi_k_tata@yahoo.com.ar
Clases de Percusión con Eliana Zarabozo
Ritmos afrocubanos, afroperuanos y afrobrasileros. Combinación rítmica corporal para lograr desarrollo de independencia. Lectura de partituras. Improvisación, expresión y creación de ritmos. Conexión y diálogos entre tambores. Ensamble. Clases individuales y grupales en Lacroze y Conde (Colegiales) Capital y en Escobar / 011 156223 4902 / 03488 488555 / elianazarabozo@hotmail.com
Clases de cajón por Diego Cueto
(La Percutora,Polentaitum,) técnica, lectura, ritmos tradicionales con cajón y el cajón adaptado a otros géneros musicales (rock, candombe, samba, folklore argentino, tango, milonga). El cajón como batería. Incorporación del cajón al sets de percusión (combinaciones entre cajón y congas o cajón y batería)
Tambien clases de congas, batería, accesorios y entrenamiento ritmico para músicos, cantantes y bailarines/as / diegofcueto@yahoo.com.ar / 4554 4753 o 156-716-3190
CLASES DE MUSICA INSTRUMENTOS VARIOS
Taller de Repertorio Tango con Gabriel El Sayer
Para personas que cantan y quieren armar o revisar un repertorio dentro del estilo Tango y desarrollar comunicación en el escenario con un "músico en Vivo". Un espacio de expresión donde poder desarrollar, probar y mejorar aspectos específicos de la interpretación. Utilizo como herramieta de trabajo mi estudio de grabación. Gabriel El Sayer (Faljap, Rallentango, La Bagayera, Grupo del Cardenal Domínguez / gelsayer@yahoo.com / 4523-2024 / 15 6043-8621
Clases de piano
Teclados, órgano, armonía, audioperceptiva, lenguaje musical, improvisación, arreglos. Gran experiencia, todos los niveles, niños y adultos. Clases individuales, en estudio o a domicilio. Sistema muy práctico de rápidos resultados, adaptado a los gustos y disponibilidad del alumno. Música clásica y popular. Primera clase sin cargo. Prof. Jorge Algorta / 4911-5640 jorgealgorta@yahoo.com.ar /
/jorgealgorta.blogspot.com
CLASES DE CANDOMBE
Taller de Candombe
Este taller busca explorar y desarrollar el Candombe de forma integral: Desde los diferentes toques de tambor y su estructura de comparsa; su danza y sus personajes tradicionales; sus fundamentos y raíces; hasta su importantísima función social hasta el presente. Considerando al Candombe no sólo como un simple género musical, sino como una profunda y compleja manifestación cultural. Para participar del taller no hace falta conocimientos previos de ningún tipo. Se recomienda poseer tambor, aunque no es un requisito excluyente. Lunes y jueves a partir del 3 de marzo de 20 a 22hs. Espacio Cultural Cid Campeador, Angel Gallardo 752 fernando_ezequiel@hotmail.com
Taller de candombe en Casa Zitarrosa
Casa Zitarrosa comienza el taller de candombe pasando toques de cuareim, ansina y Cordón (barrios tradicionales). Los sábados de 17.30 a 19.30 hs.
Inscripciones en Casa Zitarroza: Bme. Mitre y Pueyrredón (Once) y en Casa Zitarrosa de Av. de los Constituyentes 5006 piso 2 y Roosvelt (Villa Urquiza). 4574.8133 / 15-6682.3180 / 15-5229.7747 / Cristina, Lenin o Carlos. Prof. Carlos Cardozo egresado de la Escuela de Música de S.A.D.A.I.C.
Taller de Candombe
Aprende los tres tambores: chico, repique y piano. Teoría, técnica y práctica en comparsa. Danza y personajes de candombe 4633 5515 jchtus@hotmail.com
CAPOEIRA
Capoeira Angola - Grupo Angoleiro Sim Sinhô
Clases de movimiento, percusión y cantos tradicionales. Profesor Timothy Ostrom. Martes 16 a 18 hs., viernes 19.30 a 21.30 hs / Las clases comienzan el 8/4 / Centro Cultural Francisco Paco Urondo (UBA) 25 de Mayo 221, Ciudad de Buenos Aires. Informes e inscripción 4342-5922 urondo@filo.uba.ar
angoleiro.simsinho@yahoo.com.ar
YOGA
Clases de estiramiento con principios de yoga
Conectate con la salud de saber que te estás cuidando. Todos los lunes y miércoles de 20.30 a 21.30 hs. Prof. Gabriela Ortíz 4773-8280 / 15 5626-5649 gabrielaor74@yahoo.com.ar
NIÑOS
Danzas de la Tierra para pequeñ@s artistas
Para volver a la rueda, para volar con el viento, para fluir con el agua, danzas de conquista, danzas de batalla, danzas de cuantos colores nos podemos pintar al bailar. Informes Bárbara Fernández / barbiturica_77@yahoo.com.ar 4639-9866 Zona Villa del Parque y La Boca
VARIOS
Centro Cultural La Paternal (Talleres Gratuitos)
Canto afro, los dias jueves de 18 a 21hs, a cargo de Valeria Goberna "Princesa" / Capoeira Improvisación, los dias lunes de 18 a 21 hs, a cargo de Barbara Fernández / Caracas 1249 esquina Gaona informes 4581-1874
Centro Cultural Alberto Olmedo (Talleres Gratuitos)
Percusión inicial martes 18 a 21 hs / Percusión grupo Matizambo viernes 18 a 21 hs / Canto lunes 18 a 21 hs / Guitarra y ensamble martes 18 a 21 hs / Centro Cultural Alberto Olmedo, Caballito, Luis Viale 1052 lun a vier 18 a 21 hs / 4581 8369 ccalbertoolmedo@hotmail.com
Cultura afro en el Urondo
Sonidos, ecos y resonancias del Océano. Taller de apreciación de la música afroamericana. Prof. Fabio Sambartolomeo. Jueves de 17 a 19 hs. fabimusica@gmail.com / Capoeira Angola - Grupo Angoleiro Sim Sinho. Clases de movimiento, percusión y cantos tradicionales. Prof. Timothy Ostrom. Martes 16 a 18 hs., viernes 19.30 a 21.30 hs. angoleiro.simsinho@yahoo.com.ar / Los talleres inician en Abril. Centro Cultural Paco Urondo, 25 de Mayo 217 – Capital Federal. Informes e inscripción: 4342-5922 urondo@filo.uba.ar. Se entregarán certificados de asistencia. Organizan: Centro Cultural Paco Urondo (UBA) e Instituto de Investigación y Difusión de las Culturas Negras.
Estudio de Grabación
Amplia sala (7 x 4,5 ms) y control (3,5 x 4 ms) ambas con luz natural, piano acústico, batería marca Premier, sonido para ensayo y grabación en vivo 10 tracks de grab. simultáneos, mesa mackie 16 canales x 4 sub, micrófonos audio-technica, beyer dinamic, shure, AKG / (011) 4922-2054 (cel) 156 864 8671 / agusronconi@yahoo.com.ar (zona Boedo - Capital)
Taller de construcción de Instrumentos de Percusión Africana IMPATUM
Con paciencia y dedicacion te enseñamos a armarte tu instrumento en pasta de aserrín y cerámica. Tenemos varios diseños y una excelente terminación del instrumento. Tenemos una única cuota mensual de $40 ya que el grupo no tiene fines de lucro y además en la cuota están incluidos todos los materiales y herramientas / 156-354-1432 / info@impatum.com.ar / www.impatum.com.ar
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